COVID-19 Localização Indoor

Monitoria de Distanciamento Automatizada: Mais Segura e Eficaz em Locais Privados!

Tempo de leitura: 6 min

Neste texto, pressuponho que você já esteja familiarizado com o Rastreamento de Contatos (Contact Tracing) via dispositivos móveis, tecnologia capaz de monitorar o distanciamento social de modo automático, emitindo alertas no celular de duas pessoas que se aproximam por certo tempo a uma distância de risco (Ex.: <2m, por mais de 30s).

A coleta desses alertas para uma nuvem permite ações preventivas como o rastreamento dos contatos recentes de alguém contaminado

…ou, em locais privados, monitoramento em tempo real da formação de aglomerações.

Se o assunto é novidade para você, sugiro que visite antes a página específica da Zapt Tech sobre o assunto ou, para entendimento mais técnico, que leia o artigo “Tecnologia para Monitoramento de Contatos e Aglomerações”, e depois retome deste ponto!

De modo resumido: a presença maciça de dispositivos móveis da atualidade impulsionou uma grande onda de aplicativos capazes de monitorar o distanciamento de modo automático (via bluetooth), a um custo reduzido (dispensando pulseiras, crachás e outros acessórios vestíveis), capazes de ajudar a conter a propagação do contágio pela COVID-19… e isso vem atraindo o interesse de países, instituições e empresas.


Nos últimos meses, mais de uma dezena de países lançaram aplicativos de Rastreamento de Contatos (Contact Tracing) como reforço às suas iniciativas de prevenção e controle de propagação da COVID-19.

Com base nessas experiências, vários analistas especializados vem discutindo os prós e contras dessa tecnologia, em geral focados no contexto público/governamental (relaciono muitos em links, ao longo deste artigo).

O rastreamento de contato baseado em aplicativo tem o potencial de abordar as limitações de escalabilidade, atrasos de notificação, erros de recall e identificação de contato do rastreamento tradicional em espaços públicos.
Robert A. Kleinman e Colin Merkel. CMAJ [https://www.cmaj.ca/content/cmaj/192/24/E653.full.pdf]

Mas afinal, o que é essencial para que o rastreamento de contatos automatizado via aplicativo cumpra com seu objetivo? No momento da escrita deste artigo, ao final de julho/2020, já é possível extrair dois pontos em comum, de artigos recentes focados no tema [ref.1] [ref.2] [ref.3]:

  • O rastreamento de contatos baseado em aplicativo não deve ser a única ferramenta adotada para este fim, mas ser combinada com exames rápidos, entrevistas de rastreamento convencionais, dentre outras. É um tanto óbvio que, dada a gravidade da pandemia, é necessário que países (ou empresas, como veremos) atuem com um “coquetel” de iniciativas, utilizando o monitoramento e rastreamento de contatos por aplicativo como uma delas;

  • O rastreamento de contatos baseado em aplicativo precisa de uma taxa de adoção mínima de 60% do público monitorado, para ser eficaz. Dentre algumas sugestões para aumentar essa adoção no contexto público, alguns analistas sugerem que governos implantem seu aplicativo em comunidades específicas primeiramente, expandindo aos poucos para o restante do país; e outros, que governos cedam dispositivos móveis para pessoas carentes, o que vem sendo cogitado pelo Gov. de Cingapura. Este ponto tem sido o “calcanhar de Aquiles” de iniciativas governamentais, especialmente no ocidente.

“O ponto é que esses aplicativos estão funcionando, mas ainda não atingindo porcentagens suficientes da população para serem contados como o único meio de rastreamento de contatos”
Martin Hibberd, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres [https://www.bbc.com/news/53168438]

Coréia do Sul e China tem sido citadas como exemplos positivos no uso de tecnologias de rastreamento automatizadas, porque as tornaram obrigatórias. Já em países como Cingapura e ocidentais como França e Alemanha, o resultado tem sido reportado como inferior ao esperado. E isso se deve exatamente à não obrigatoriedade, motivada por preocupações com a privacidade dos usúarios, normatizada pela GDPR Européia (no Brasil, pela LGPD em curso).

Os aplicativos de Contact Tracing de Cingapura, os europeus, da Apple e Google e da Zapt Tech usam um sistema anonimizado, parcial ou totalmente descentralizado, em um esforço para preservar ao máximo, a privacidade dos usuários.

Ainda assim, os aplicativos governamentais terminam (por sua inevitável abrangência geográfica) por monitorar cidadãos onde quer que estejam e a compartilhar seus dados com autoridades governamentais, em algum momento – o que acentua consideravelmente suas suspeitas e receios.


Mas… e na esfera privada?

A boa notícia para os negócios na área privada, como sedes empresariais/industriais, eventos fechados, escolas, universidades, dentre outros, é que as principais limitações enfrentadas por governos não se aplicam a seu contexto.

Vejamos o porquê:

(1) O percentual de adesão adequado (mínimo 60%) é facilmente alcançado: administradores de negócios baseados em estabelecimentos físicos privados podem requerer de seu público que instalem o aplicativo como condição para voltarem às suas instalações – seja para o trabalho, estudo ou para um evento. Trata-se de um ação claramente em prol da saúde de todos, legítima e sinérgica com a preservação do negócio/atividade;

(2) O rastreamento por aplicativo pode ser feito sem reduzir a privacidade: além das técnicas de anonimização e outras já presentes tipicamente, aplicativos privados de rastreamento de contatos como o da Zapt Tech e PwC, por exemplo, somente funcionam quando o usuário se encontra nas instalações da empresa (delineadas por “cercas virtuais”). Esses ambientes privados já costumam contar, inclusive, com monitoria, tipicamente com câmeras. As tecnologias de rastreamento monitoram somente eventos de contato (proximidade indevida entre usuários), terminando por ser menos invasivas à privacidade das pessoas in-loco do que as tecnologias de monitoria já presentes.

Portanto, em especial para os setores destacados neste artigo, os aplicativos de monitoria de aglomerações e rastreamento de contatos automatizados por aplicativo são uma grande oportunidade: viáveis de serem implantados em curto prazo, a custos acessíveis, oferecendo uma ótima perspectiva de resultados graças às maiores taxas de adesão em potencial.

Eventos podem retornar mais seguros e digitalmente inteligentes.

Consulte a Zapt Tech para entender melhor como nossas tecnologias podem aumentar a segurança das pessoas e do seu negócio, no retorno às atividades em locais físicos, respeitando a privacidade e ajudando a prevenir e controlar a propagação da COVID-19!


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Tem alguma dúvida ou situação específica para discutir? Terei prazer em receber pelo meu e-mail rachel@zapt.tech. Obrigado pela leitura.

Rachel Vianna

Rachel Vianna é sócia e CMO da Zapt Tech. Pós-graduada em Gestão em Tecnologia da Informação e em Gestão de Finanças pela Fundação Dom Cabral, tem mais de 15 anos de experiência em planejamento estratégico e gestão financeira. Desde 2018, se dedica exclusivamente à divulgação das tecnologias inovadoras e produtos baseados em localização Indoor da Zapt Tech.